Lilian Menezes

ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO PARA OBESIDADE, COMPORTAMENTO ALIMENTAR, CIRURGIA BARIÁTRICA E “CANETAS EMAGRECEDORAS”

Quando falamos sobre hábitos alimentares muitas pessoas pensam apenas no que comem, no entanto, a ciência mostra que a nossa relação com a comida vai muito além da nutrição.

O comportamento alimentar é um conceito amplo e envolve todos os fatores que influenciam a forma como nos alimentamos: sinais de fome e saciedade, emoções, pensamentos, hábitos, cultura, ambiente, relações familiares e experiências de vida.

Atendimento online e possibilidade de presencial em Ipanema, Rio de Janeiro.

Nem sempre o desejo de comer é um pedido do corpo, pode ser um pedido de socorro, uma tentativa silenciosa de preencher vazios, confortar frustrações e aliviar a ansiedade.

Quando a fome fisiológica diminui, torna-se possível enxergar o que permanecia oculto na relação emocional com a comida.
É nesse momento que algumas perguntas passam a fazer sentido:

— Eu preciso de alimento ou acolhimento?

— Estou nutrindo meu corpo ou tentando silenciar uma emoção?

Muitas vezes confundimos a fome fisiológica com a fome emocional, aquela que tenta, mesmo sem sucesso, suprir afeto, ansiedade, solidão, tristeza ou desamparo.

Compreender o comer emocional não significa eliminar o prazer de comer, mas identificar a causa, os gatilhos que te levam a comer, por isso, tentar resolver a questão com dietas restritivas muitas vezes não é suficiente. Quando as emoções continuam sem ser reconhecidas, validadas e elaboradas, a comida continua cumprindo a função compensatória.

O verdadeiro cuidado começa quando deixamos de perguntar apenas “o que estou comendo” e passamos a investigar “o que estou sentindo”.

Você está cansado de fazer dietas restritivas?

A busca incessante por um padrão de magreza muitas vezes sustenta um ciclo de dietas restritivas, frustração e sofrimento emocional. Quando o corpo começa a ser tratado como um projeto de perfeição, obedecendo aos padrões impostos de beleza, perdemos a capacidade de reconhecer seus sinais, necessidades e limites.

A mentalidade de dieta não se alimenta apenas de regras sobre o que comer, ela se sustenta na crença de que o seu valor depende do número na balança sendo a restrição o único caminho para o sucesso.

Quanto mais rígido é o controle, maior tende a ser o desgaste emocional e, na maioria das vezes, o resultado é um ciclo de culpa, compulsão e recomeços.

A verdadeira transformação não nasce da privação, mas da construção de uma relação mais consciente, respeitosa e saudável com a alimentação e consigo mesmo.

Ofereço um espaço clínico, ético, acolhedor e sem julgamentos para ajudar você a compreender como se relaciona com a comida, o significado que ela tem para você e quais são os seus gatilhos emocionais, como surgem e como você pode lidar com eles de forma mais saudável e sustentável.

A psicoterapia com foco em comportamento alimentar ajuda a transformar a sua relação com a comida em algo leve, prazeroso, sem o peso da compulsão e da vergonha.

QUANDO E POR QUE PROCURAR ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO?

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OBESIDADE:

Talvez você tenha passado a vida toda ouvindo que só é gordo quem quer ou mesmo que todo gordo é sem vergonha, mas é possível que nunca ninguém tenha explicado a verdade sobre a obesidade.

Fatores emocionais, comportamentais, metabólicos, ambientais, culturais, história de vida e familiar influenciam significativamente a nossa relação com a comida.

A obesidade é uma doença crônica, complexa, multifatorial e recidivante e, exatamente por isso, deve ser tratada por uma equipe interdisciplinar composta por profissionais especializados em várias áreas, atuando em conjunto.

A psicoterapia é o pilar central do tratamento da obesidade.

A TCC trabalha com estratégias cognitivas e comportamentais que aumentam a adesão ao tratamento e ajudam na mudança de hábitos e estilo de vida a longo prazo, rompendo com o ciclo de restrição, descontrole e culpa. Ela ajuda você a lidar com a ansiedade, o estresse e a dor sem utilizar a comida como compensação, fuga ou alívio.

Buscar terapia é um ato de coragem!

É o caminho para trabalhar questões emocionais escondidas que aparecem nessa relação disfuncional com a comida.
Juntos vamos trabalhar as suas emoções, entender os gatilhos e reestruturar pensamentos e comportamentos inadequados.

1 – CIRURGIA BARIÁTRICA

A cirurgia bariátrica é uma ferramenta poderosa. Costumamos dizer que é o tratamento padrão-ouro para a obesidade. O segredo do sucesso, no entanto, está na preparação pré-operatória e na manutenção no pós-operatório.

Candidatos à cirurgia bariátrica precisam passar por uma avaliação psicológica que resultará na elaboração de um laudo. Mais do que uma exigência da equipe médica, ela representa a oportunidade de compreender profundamente o comportamento alimentar e o que está mantendo a sua obesidade, como se relaciona com o corpo e como se relacionará com as profundas mudanças que o acompanharão no processo cirúrgico.

O objetivo não é julgar, aprovar ou reprovar o paciente, mas avaliar os aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais que possam influenciar a adaptação e o resultado da cirurgia a curto, médio e longo prazo.

Um paciente emocionalmente preparado não é aquele que não tem dificuldades, mas aquele que compreende seus desafios e está disposto a enfrentá-los com consciência, responsabilidade, comprometimento e suporte adequado.

Na preparação pré-cirúrgica, ajudamos você a compreender todo o processo a que se submeterá, esclarecendo as suas dúvidas e as de toda a sua rede de apoio.

No pós-cirúrgico, ajudamos na adesão à dietoterapia e à suplementação, bem como na adaptação a uma nova rotina e a um novo estilo de vida.

2 – REGANHO DE PESO

O reganho de peso após a cirurgia bariátrica é uma realidade que pode acontecer com alguns pacientes. Quando ocorre, costuma vir acompanhada de sensação de fracasso, culpa e vergonha e, na verdade não é nada disso. Lembra que falamos que a obesidade é uma doença crônica, complexa, multifatorial e recidivante?

O mesmo acontece quando vc para de usar as “canetas emagrecedoras” sem fazer o correto desmame. Estudos apontam um reganho de 67% do peso perdido. Por isso a importância do acompanhamento psicológico pois é ele que vai proporcionar mudanças comportamentais consistentes e duradouras.

Devemos trabalhar com resiliência e consciência para encarar que o reganho é esperado e não envolve culpa. Frequentemente ele sinaliza a necessidade de olhar para as emoções e o autocuidado.

Devemos ainda considerar que o nosso cérebro tenta de todas as formas retornar ao maior peso que já tivemos por que ele o considera normal - set point hipotalâmico.

De forma mais simples podemos dizer que o cérebro possui um” peso de referência” que ele tenta manter. Quando ocorre uma perda significativa, é entendido como uma ameaça às nossas reservas de energia e como resposta, o corpo passa a trabalhar para recuperar o peso perdido, lentificando o metabolismo, aumentando a fome, diminuindo a saciedade.

Não se trata de falta de força de vontade, existe participação ativa da biologia no organismo, nesse processo. Se entendermos isso, conseguimos construir uma relação saudável e realista com o processo de emagrecimento.

O tratamento da obesidade e manutenção do peso precisam de mudanças comportamentais, acompanhamento psicológico, suporte nutricional e atividade física. Em alguns casos medicamentos podem ajudar o corpo e a mente neste processo.

3 – PACIENTES EM USO DE ANÁLOGOS DE GLP-1 “CANETAS EMAGRECEDORAS”

As “canetas” têm revolucionado o tratamento da obesidade e da diabetes tipo 2, auxiliando no controle da fome, do “food noise” (aqueles pensamentos constantes com comida), da saciedade e da perda de peso. No entanto, embora atuem sobre mecanismos biológicos relacionados ao apetite, elas não modificam automaticamente o comportamento alimentar desenvolvido ao longo da vida.

Muitos pacientes descobrem ao reduzir a fome fisiológica algo que antes ficava encoberto pela necessidade constante de comer:  a fome emocional.  Não raro escutamos no consultório “não sinto mais fome, mas continuo querendo comer”. Essa sensação é comum em pacientes que fazem uso de Ozempic. Essa frase indica que a necessidade já não é fisiológica, mas psicológica e comportamental e que o “food noise” continua atormentando.

Pacientes em uso de Mounjaro, tem o “food noise” reduzido. A medicação altera os sinais elétricos cerebrais nas áreas associadas ao prazer e ao impulso de comer, aumenta a sensação de saciedade e diminui o desejo por alimentos calóricos. O medicamento reduz a ativação dos centros e recompensa e prazer associados à alimentação, alterando o sistema de hábitos alimentares.

Essas alterações químicas produzidas pela medicação, no entanto, não se sustentam a longo prazo, sem o uso contínuo. Quando a fome física diminui, é comum que emoções antes silenciadas pela alimentação se tornem mais evidentes. Quando a fome cala, a emoção ganha voz!

É neste contexto, então que a psicoterapia pode desempenhar um papel fundamental desenvolvendo estratégias de regulação emocional, construindo hábitos mais saudáveis. Trabalhamos com o mindful eating (comer com atenção plena), ressignificando a relação com a comida e desenvolvendo outros prazeres.

Além disso, oferece suporte para lidar com as mudanças na imagem corporal, nas relações sociais e nas expectativas que frequentemente acompanham o processo de emagrecimento.

PSICOTERAPIA INDIVIDUAL

A psicoterapia individual é um espaço de encontro consigo mesmo com escuta qualificada.

Mais do que aliviar sintomas, a psicoterapia busca promover mudanças consistentes e duradouras. É um processo que favorece o autoconhecimento, fortalece os recursos emocionais e amplia a capacidade de enfrentar desafios com maior equilíbrio e clareza.

Ela oferece um espaço seguro, ético e acolhedor para que cada pessoa compreenda a sua história, ressignifique experiências e faça escolhas mais conscientes.

Cuidar da saúde mental é investimento na qualidade de vida com mudanças reais e sustentáveis, e o acompanhamento psicológico é o que sustentará toda e qualquer transformação.

SOBRE MIM

Lilian Menezes, muito prazer!

Sou psicóloga clínica, pós-graduada em TCC — Terapia Cognitivo-Comportamental — e especialista em obesidade, comportamento alimentar e cirurgia bariátrica.

Tenho paixão pelo meu trabalho e uma enorme disponibilidade para ajudar os meus pacientes em suas demandas.

Por muitos anos convivi com o sobrepeso e a obesidade até que depois de muita reflexão e apoio psicológico, optei pela cirurgia bariátrica e hoje reconheço que foi uma das melhores decisões que tomei na minha vida.

Minha experiência pessoal e profissional me permitem hoje acolher cada paciente com muita empatia, ética, sigilo e compreensão genuína de sua jornada.

Meu objetivo é ajudar você a desenvolver uma relação mais saudável com a comida, sem regras rígidas, com mais leveza, liberdade e autonomia.

COMO POSSO TE AJUDAR NA PRÁTICA:

Avaliação psicológica com elaboração de laudo para candidatos à cirurgia bariátrica

6 a 8 sessões

O objetivo é entender se você está consciente da sua escolha, se tem condições emocionais de se submeter ao processo e se já tem todas as informações de que precisa.

Preparo psicológico pré-cirúrgico

É a parte mais importante do processo, pois é a base de sustentação para um procedimento bem-sucedido. Trabalhamos com psicoeducação, capacidade de adesão às mudanças que ocorrerão no pós-operatório e manejo das expectativas.

Acompanhamento perioperatório

 é o suporte emocional ao paciente no hospital, no dia da cirurgia.

Acompanhamento pós-cirúrgico

6 a 8 sessões

Estratégias para lidar com as novas adaptações alimentares, adesão à suplementação, à atividade física e a um novo estilo de vida mais saudável. Reconstrução da autoimagem, integração social e descoberta de uma nova identidade. Prevenção do reganho de peso. Autonomia.

Terapia com foco
no comportamento alimentar

sem prazo definido

Aprofundamento no comportamento alimentar e todas as questões emocionais nele envolvidas.

Programa TRANSMUTAR

Individual

Programa de 12 sessões estruturadas com metas para você se reconectar com sinais de fome e saciedade. Mudanças de hábitos alimentares baseadas em escolhas mais conscientes.

Programa TRANSMUTAR BARIÁTRICO

12 encontros em grupo com pacientes bariátricos que tiveram reganho de peso após a cirurgia. Reganho parcial ou importante de peso, perda do controle alimentar, comer emocional, sentimento de culpa, fracasso e vergonha, dificuldade para retomar hábitos saudáveis.

CRP: 05/20921

• Pós-graduação em TCC

• Capacitação em Perdas e Luto

• Especialização em Psicologia e Cirurgia Bariátrica — do preparo ao pós-cirúrgico.

Pronto para dar o primeiro passo?

Atendimento online e possibilidade de presencial em Ipanema, Rio de Janeiro.

Lilian Menezes

Psicóloga Clínica | TCC | CRP 05/20921

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